11/12/2011

Licor de Morango e Nêveda


Não se assuste quem não conhece esta erva... A nêveda é da família da menta (e também pode ser conhecida como erva-das-azeitonas) por isso pode usar-se hortelã em substituição. Mas é uma planta selvagem, que podem tentar encontrar nos jardins e hortas das vossas avós.



Ingredientes (para 1 lt.):
1 lt. de aguardente
Um ramo bem farto de nêveda lavada e enxugada

700 gr. de morangos lavados, enxugados e ligeiramente esmagados
700 gr. açúcar

Preparação:
Colocar a nêveda num frasco hermético (com capacidade para 2 a 2,5lt.) com a aguardente. Deixar macerar durante 1 mês, num local escuro e fresco.
Passado esse mês, juntar os morangos e o açúcar. Voltar a colocar num local escuro e fresco e deixar macerar mais 1 mês, agitando suavemente uma vez por dia para dissolver o açúcar.
Passado esse mês, coar a mistura. Verificar o açúcar (se necessário adicionar açúcar a gosto - atenção pois tem que dissolver completamente).
Deixar "envelhecer" mais alguns meses e engarrafar.


Degustar...


09/12/2011

O guacamole não é só uma óptima entrada...


É bastante versátil e pode mesmo servir de acompanhamento para um prato de gambas grelhadas ou panadas, por exemplo...
Hoje foi companheiro de um belo supremo de salmão grelhado e de uma saladinha de tomate. Soube que nem ginjas!


Ingredientes (2 pessoas):
1 abacate maduro
Sumo de meio limão ou de uma lima
1 dente de alho
Coentros q.b. (ou salsa, ou manjericão)
2 colheres de sopa de natas ou de iogurte grego
Sal q.b.
Pimenta preta q.b.
Cominhos q.b.
1 colher de sopa de cebola bem picada
Meia colher de sopa de aipo picado (opcional)
Meio tomate maduro em cubos

Preparação:


Descascar e descaroçar o abacate. Colocar no robot de cozinha (triturador), com o dente de alho, o sumo de limão, os coentros (salsa ou manjericão), o sal, a pimenta, os cominhos e as natas. Triturar até ter uma pasta homogénea e cremosa.
Verificar os temperos (se necessário, corrigir o sal, ou as especiarias).
Adicionar a cebola picada e o tomate em cubos e envolver.
Servir com tortilhas de milho (p.ex. Doritos).

Para o crocante de majericão, escolher duas folhas de manjericão. Lavar e secar muito bem, mas com muito cuidado. Fritar durante cerca de 15/20 segundos e colocar sobre papel absorvente.

Uma nova rotina


Arrancar num novo trabalho tem destas coisas... Deixa-nos sem tempo e disposição para outras ocupações. 
Em consequência, os cozinhados têm sofrido um ligeiro downgrade aqui em casa e também não tem havido outros assuntos que me apeteça abordar por aqui.
No entanto, hoje regresso para falar sobre algo a que assisti no comboio há uns dias atrás e que me deixou um tanto ao quanto aborrecida. Nada de extraordinário, mas...

A noite já estava perfeitamente instalada e era notória também pela fraca ocupação das carruagens. 
Ainda assim, perto do lugar em que consegui instalar-me, estava um grupo que conversava alegremente em crioulo, o que dava um ar deliciosamente internacional à viagem. Mais perto ainda, estava um senhor de meia-idade, que torcia o nariz de cada vez que se ouvia uma gargalhada do grupo antes referido. Pareceu-me até que a dada altura comentava, de ar indignado, com outra passageira a jovialidade e alegria alheia. Mas posso ter percebido mal.
Ora, só por si, isto não tem nada de mais, nem tão pouco estaria directamente relacionado com o que vou relatar a seguir, não fosse eu própria ter torcido o nariz, desta vez ao mesmo senhor de meia idade. Ficará apenas demonstrado que realmente os valores que regem as diferentes gerações podem ser muito distintos. 
Passo a explicar: o indivíduo em questão estava com certeza um pouco constipado e precisou de usar lenços de papel para manter-se "composto". Até aqui tudo bem mas, conforme o fim da viagem se avisinha, apercebo-me de que a mão direita do senhor pende lateral e disfarçadamente ao longo do assento, abrindo-se "como quem não quer a coisa" e dispensando no chão daquele transporte público o lenço previamente usado. O meu olhar glaceou por momentos, apenas para arregalar ainda mais logo de seguida, visto que sua excelência coloca a outra mão no bolso para retirar o bilhete relativo à viagem. Observa-o com um olhar intrigado, como quem acha que aquilo não deveria estar ali, para depois o dobrar e "espetar" na janela ao seu lado. E ainda bem que saiu na estação seguinte, porque se não com certeza haveria mais um lencito ou outro para adicionar à colecção!!!
Desculpem, mas não resisti à fotografia como não resisto a publicar este post e a  questionar-me o que será pior: viajar alegremente ou deixar um rasto de lixo?


Pergunto-me porque não existem nestes comboios papeleiras, para evitar cenários destes...


Enfim!

28/11/2011

Salada de agrião, com pêra e queijo de ovelha em cesto de pão torrado


Fomos a Brunhoso num destes fins-de-semana.
A terra já deu cogumelos (não fosse aquela a região nacional dos cogumelos por excelência), e a vizinha D. Otília ofereceu-nos Róculos (também conhecidos por Rocas, Fusos, Frades, Tortulhos, Púcaras, Marifúsas, Chouteiros ou, mais cientificamente falando, macrolepiota procera).
Há confiança, por isso pusemo-los na grelha à lareira, com uma pitada de sal grosso e um fio de azeite. Um verdadeiro manjar!



Trouxemos também, das nossas hortas e quintais, dióspiros, ervas várias, cenouras, avelãs, entre outras delícias da terra.


Quase, quase na hora da partida, surge outra oferta... Uma outra vizinha, a Sra. Maria, foi à apanha do agrião e vai daí oferece-nos um rico molho dos mesmos, bem verdinhos e vivaços. Servem-me estes de mote para uma bela saladinha de inverno.


A verdadeira salada com produtos da época.

Ingredientes:
4 fatias finas de pão
1 molho de agrião
1 pêra
2 fatias de queijo (com cerca de 1 cm de espessura)

2 colheres de sopa de sumo de limão
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de café de mostarda
Sal e pimenta q.b.
Funcho picado q.b.

Opcional: Nozes, pinhões ou sésamo q.b.

Preparação:


Preparar um vinagrete misturando os seguintes ingredientes: mostarda, sumo de limão, azeite, sal, pimenta, funcho. Reservar.


 
Colocar as fatias (tão finas quanto possível), sobre o fundo de uma taça, que possa ir ao forno, virada ao contrário. Levar ao forno até alourar. Colocar dentro da mesma taça, com a parte que não está torrada para cima e levar novamente ao forno até tostar.


 
Descaroçar as pêras e cortar em fatias.
Descascar as fatias de queijo e cortar em cubos.



Colocar as fatias de pão num prato de forma a que estas formem uma espécie de recipiente. Envolver os agriões no vinagrete e colocar sobre o pão. Dispor a pêra por cima e salpicar com o queijo.
(Sugestão: salpicar com sésamo, pinhões torrados ou nozes.)

15/11/2011

Massada de Peixe


Faça chuva ou faça sol. Estejam 10 ou 30 graus. Este prato atravessa todas as estações e cai sempre bem...
E como não gostar, com tanta lota maravilhosa por este nosso país fora?
Não há desculpas!!!



Ingredientes:
1 pescada arrepiada (para arrepiar a pescada, esfregar com sal grosso no sentido oposto à orientação das escamas e deixar no frigorífico entre 5 a 12 horas, sendo que quanto mais tempo fica assim, mais salgada e rija vai ficar, lascando com muita facilidade)
1 cabeça grande de corvina
1 cabeça grande de safio ou congro
1 posta de salmão (opcional)
6/8 gambas descascadas (guardar as cabeças)
Ovas de peixe (opcional)
1 cebola
4 dentes de alho
Grãos de pimenta q.b.
Sal grosso q.b.
Pimenta branca moída q.b
Salsa q.b.
Hortelã q.b.
Vinho branco q.b.
Água
Azeite
Tomate em cubos (lata)
Massa q.b.


Preparação:


Lavar os peixes e colocá-los numa panela com um pouco de sal, alguns grãos de pimenta, meia cebola e dois dentes de alhos esmagados, um ramo de salsa e um ramo de hortelã e meio copo de vinho branco . Cobrir com água e levar ao lume médio. Ir verificando a cozedura dos peixes e retirando à medida que vão cozendo (por exemplo, o salmão será, em princípio, o primeiro a ter que sair). O peixe fica mais seco e elástico quanto mais tempo cozinhar.

Retirar as espinhas ao peixe (colocá-las de novo no caldo, ou seja, na água em que se cozeu o peixe e que deve continuar em lume brando). Deitar fora as peles. Lascar o peixe e reservar.

 
Descascar as gambas e retirar-lhes a tripa (puxar com a ajuda de uma faca, como mostra na imagem). Guardar as cabeças e deitar as restantes cascas no caldo de peixe.

 
Noutro tacho, fazer um estrugido com azeite, meia cebola e um dente de alho picados. Adicionar o tomate em cubos e deixar refogar cerca de 5 minutos. Adicionar o caldo de peixe, fazendo passar por um coador. Quando levantar fervura, adicionar a massa (tipo de massa e quantidade é a gosto).
[Desculpem, mas por motivos técnicos - provavelmente azelhice - não consigo virar a imagem. Se alguém souber explicar, estejam à vontade pois eu agradeço.]


Ir verificando a cozedura da massa e quando estiver quase cozida, colocar as gambas com as cabeças, e envolver tudo (mais tarde vai retirar-se as cabeças).

 
Adicionar os peixes e as ovas e envolver bem, mas com cuidado. 
Quando levantar fervura, retirar as cabeças das gambas.
Adicionar um dente de alho bem picado, um ramo de hortelã e um pouco de vinho branco. Depois deste passo, o tacho só deverá ficar ao lume no máximo mais um minuto.
Envolver, retificar os temperos (verificar sal e pimenta). Opcional: piri-piri.

Salpicar com salsa picada e servir... no tacho!