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30/01/2014

Novas vertentes...


A Modéstia ganha novos contornos depois da aventura de alargar a família... 

Hoje a pequena acordou a achar que é grande. Não quis dormir mais e ando desde as 8h30 da manhã a tentar bater o recorde da modalidade de fazer estalinhos com a boca. A miúda é a presidente do júri. 
Até agora as pontuações são mistas!





A inspiração pode, no entanto, levar-nos mais longe...

02/01/2012

Ao novo ano eu prometo


1. Não mudar
2. Sorrir, sorrir, sorrir
3. Amar, amar, amar
4. Ter orgulho em mim e nas minhas conquistas
5. Ter orgulho nos meus e nas conquistas dos meus
6. Enfrentar as barreiras que surjam
7. Ajudar os meus a ultrapassar barreiras que lhes surjam
8. Continuar a partilhar as coisas boas da vida
9. Não ter medo do incerto
10. Ser mais confiante

28/12/2011

TOP 3 - Melhores momentos Natal 2011


3...
Aprendendo a comer de garfo e faca

2...
A louca dança Chu Chu Uá!

1...
A prenda dos pais :)



Agora venha o Ano Novo!

09/12/2011

Uma nova rotina


Arrancar num novo trabalho tem destas coisas... Deixa-nos sem tempo e disposição para outras ocupações. 
Em consequência, os cozinhados têm sofrido um ligeiro downgrade aqui em casa e também não tem havido outros assuntos que me apeteça abordar por aqui.
No entanto, hoje regresso para falar sobre algo a que assisti no comboio há uns dias atrás e que me deixou um tanto ao quanto aborrecida. Nada de extraordinário, mas...

A noite já estava perfeitamente instalada e era notória também pela fraca ocupação das carruagens. 
Ainda assim, perto do lugar em que consegui instalar-me, estava um grupo que conversava alegremente em crioulo, o que dava um ar deliciosamente internacional à viagem. Mais perto ainda, estava um senhor de meia-idade, que torcia o nariz de cada vez que se ouvia uma gargalhada do grupo antes referido. Pareceu-me até que a dada altura comentava, de ar indignado, com outra passageira a jovialidade e alegria alheia. Mas posso ter percebido mal.
Ora, só por si, isto não tem nada de mais, nem tão pouco estaria directamente relacionado com o que vou relatar a seguir, não fosse eu própria ter torcido o nariz, desta vez ao mesmo senhor de meia idade. Ficará apenas demonstrado que realmente os valores que regem as diferentes gerações podem ser muito distintos. 
Passo a explicar: o indivíduo em questão estava com certeza um pouco constipado e precisou de usar lenços de papel para manter-se "composto". Até aqui tudo bem mas, conforme o fim da viagem se avisinha, apercebo-me de que a mão direita do senhor pende lateral e disfarçadamente ao longo do assento, abrindo-se "como quem não quer a coisa" e dispensando no chão daquele transporte público o lenço previamente usado. O meu olhar glaceou por momentos, apenas para arregalar ainda mais logo de seguida, visto que sua excelência coloca a outra mão no bolso para retirar o bilhete relativo à viagem. Observa-o com um olhar intrigado, como quem acha que aquilo não deveria estar ali, para depois o dobrar e "espetar" na janela ao seu lado. E ainda bem que saiu na estação seguinte, porque se não com certeza haveria mais um lencito ou outro para adicionar à colecção!!!
Desculpem, mas não resisti à fotografia como não resisto a publicar este post e a  questionar-me o que será pior: viajar alegremente ou deixar um rasto de lixo?


Pergunto-me porque não existem nestes comboios papeleiras, para evitar cenários destes...


Enfim!

28/11/2011

Salada de agrião, com pêra e queijo de ovelha em cesto de pão torrado


Fomos a Brunhoso num destes fins-de-semana.
A terra já deu cogumelos (não fosse aquela a região nacional dos cogumelos por excelência), e a vizinha D. Otília ofereceu-nos Róculos (também conhecidos por Rocas, Fusos, Frades, Tortulhos, Púcaras, Marifúsas, Chouteiros ou, mais cientificamente falando, macrolepiota procera).
Há confiança, por isso pusemo-los na grelha à lareira, com uma pitada de sal grosso e um fio de azeite. Um verdadeiro manjar!



Trouxemos também, das nossas hortas e quintais, dióspiros, ervas várias, cenouras, avelãs, entre outras delícias da terra.


Quase, quase na hora da partida, surge outra oferta... Uma outra vizinha, a Sra. Maria, foi à apanha do agrião e vai daí oferece-nos um rico molho dos mesmos, bem verdinhos e vivaços. Servem-me estes de mote para uma bela saladinha de inverno.


A verdadeira salada com produtos da época.

Ingredientes:
4 fatias finas de pão
1 molho de agrião
1 pêra
2 fatias de queijo (com cerca de 1 cm de espessura)

2 colheres de sopa de sumo de limão
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de café de mostarda
Sal e pimenta q.b.
Funcho picado q.b.

Opcional: Nozes, pinhões ou sésamo q.b.

Preparação:


Preparar um vinagrete misturando os seguintes ingredientes: mostarda, sumo de limão, azeite, sal, pimenta, funcho. Reservar.


 
Colocar as fatias (tão finas quanto possível), sobre o fundo de uma taça, que possa ir ao forno, virada ao contrário. Levar ao forno até alourar. Colocar dentro da mesma taça, com a parte que não está torrada para cima e levar novamente ao forno até tostar.


 
Descaroçar as pêras e cortar em fatias.
Descascar as fatias de queijo e cortar em cubos.



Colocar as fatias de pão num prato de forma a que estas formem uma espécie de recipiente. Envolver os agriões no vinagrete e colocar sobre o pão. Dispor a pêra por cima e salpicar com o queijo.
(Sugestão: salpicar com sésamo, pinhões torrados ou nozes.)

27/10/2011

Eu não acredito na sorte, em anjos ou em deuses


No entanto, tal como uma força invisível - a deslocação do ar - rege o voo dos pássaros, penso por vezes que tem que haver qualquer coisa a gerir as probabilidades na nossa vida...
Por hoje, chamo-lhe caos. Amanhã não sei!

Falo disto porque há um dia muito específico da minha semana que me serve de mote.

25/10/2011


A gestão das contas aqui em casa avisinha-se um pouco mais difícil que o habitual. Há mais alguém desempregado aqui em casa. Vá lá que, ao contrário da minha pessoa, ele não é invisível para o sistema e até tem direito ao subsídio de desemprego. Mas está difícil arranjar "biscates" para complementar o rendimento colectivo.
No entanto, neste dia em particular, há uma ténue luz ao fundo do túnel... Depois de tanto tempo no vazio, sou subitamente seleccionada para iniciar a formação numa empresa em que espero vir a trabalhar em part time, o que já é um certo alívio.
Mas não é tudo...

As pequenas coisas:
Já é um pouco tarde para pensar em ir almoçar a casa, por isso vou comer qualquer coisa, num qualquer shopping da cidade do Porto... Chego num instante, arranjo estacionamento muito facilmente perto do acesso mais conveniente para mim. Tenho mesa num dos meus locais favoritos da praça da alimentação do dito shopping. Vou tomar café e, sem pedir nada, ganho um pauzinho de canela extra "para o arroz doce no Natal", diz-me o funcionário da cafetaria em questão. Fico logo ainda mais bem disposta.
Depois disso, vou a uma parafarmácia, porque preciso urgentemente de alguns produtos de pele... E ganho uma oferta daquelas que vale a pena, mas cujo "período de distribuição até já tinha passado", a menina ao balcão fez questão de frisar, "mas ainda havia alguns em stock". Boa, pensei eu!

As coisas determinantes:
Todos os dias em que o meu carro sai da garagem, que não são assim tantos, ele regressa à garagem. E não tem havido excepção nos últimos meses para esta regra. O meu Papa-léguas fica sempre arrumadinho! Até porque quando chove, entra um pouquinho de água para a mala, o que não é grave, mas se puder prevenir-se, tanto melhor.
Mas dia 25/10/2011, inexplicavelmente, o meu carro, quase sem me aperceber, fica ao relento. Ainda com as mãos no volante pensei, "Bolas! Porque é que que pus o carro aqui?" E logo a seguir, "Olha, agora já está..."
E lá ficou ele, praticamente esquecido.
Digo esquecido, porque no dia seguinte - ontem portanto - entro ligeiramente e por momentos em pânico ao perceber que a garagem do prédio está completamente inundada (as marcas deixadas nas paredes não me deixam mentir e confirmam cerca de meio metro de água barrenta)... Não me atrevo a entrar, pois água com circuitos eléctricos, dizem, não dá bom resultado. Subo ao rés-do-chão onde já está uma vizinha e o Zé, a quem abro a porta do prédio. De repente, olho para a rua e lá está ele, mesmo em frente à porta que acabei de abrir... Chovia que "deus-a-dava", mas o meus Papa-léguas parecia estar iluminado e quase sorridente, como quem tinha escapado de boa!
Ufa!

26/10/2011

A partir da minha janela...


... as tonalidades da chuva.

Quem disse que a chuva tornava os dias cinzentos?
É preciso olhar com atenção!

19/10/2011

Memórias retroactivas: os carros da minha vida


1990: menção honrosa - a Dyane















A nossa "Tximbica".
Faz-me sempre pensar no genérico da mítica série Duarte & Cia...
Era um carro "velho" - até diziam que já tinha tido um buraco no chão!
Mas era descapotável e levava-nos aos sítios mais divertidos, aos quais chegava sempre em primeiro lugar.


O Carlos "brasileiro" (ficou assim denominado dada a quantidade de Carlos na nossa família) andava por terras lusas nesse ano. O que já por si era especial! Mas naquele dia andava tudo num virote, a fazer malas para ir "não sei aonde".

Dali a pouco tempo, ouviu-se a buzina do carro do Pedro. Corri para a janela e vi: o Pedro ao volante, a Céu ao seu lado, o João a espreitar pelo canto da janela de trás e a sombra da Ita ao lado dele. Pelos vistos eles também iam...

Que carro levamos?
"A tximbica!", atira sem dúvidas o Carlos "brasileiro". E lá fomos nós, de capota aberta e todos encaixadinhos, para a gincana. Foi uma viagem emocionante. Aos saltos no banco de trás, resultantes da combinação entre o sinuoso caminho e a suspensão da dita viatura. Comemos um bocadinho de pó... Mas valeu a pena, pois fomos os primeiros a chegar! (Mais tarde percebi que era o nosso carro que ia a indicar o caminho, mas a vitória soube-me bem naquele momento.)
Esperava-nos uma casita, perdida no meio da Serra de Montesinho, completamente isolada e sem luz... Euforia!!! Examinei o exterior e logo corri para o lúgubre interior, em claro contraste com o sol que estava lá fora.
De dia tomavamos banho no rio, faziamos caminhadas que pareciam não ter fim, encontravamos moinhos desactivados e dançavamos enquanto o churrasco não estava pronto... À noite, ligavam-se os candeeiros a gás e jogavamos às escondidas. Mas não muito tempo, porque depois da agitação diurna só apetecia encostar a cabeça e apagar, profundamente, para bem depressa podermos reabrir os olhos e repetir as façanhas do dia anterior...

Tenho saudades da nossa Tximbica!


11/10/2011

Memórias retroactivas: os carros da minha vida



1990: Citröen BX
Com aileron!!!


















O puto era muito pequeno e ainda usava chapéu para ir à rua. Mesmo assim regueifava o nariz e aninhava os olhos ao primeiro raio de sol. Aliás, não havia foto exterior em que nós três não aparecessemos de cara à banda! "Não faças essa cara!", ouviamos à vez.

Ao contrário do que viria a acontecer com as outras trocas de carros, esta foi assim meio feita à socapa. Ou melhor, eu tinha 7 ou 8 anos e valorizava muito mais o tricíclo da minha irmã do que os planos dos pais para a aquisição de um hipotético carro novo. Mas também não era por acaso! É o que o dito tricíclo tinha vários pontos a seu favor... Em primeiro lugar, dava para andar às voltas na sala de jantar. E além disso - não sei bem como me fui lembrar de tal coisa -, virado de pernas para o ar e manobrando os pedais com as mãos, era uma fantástica máquina de fazer puré de batata!!! Quantas pessoas podem gabar-se de ter um tricíclo assim tão fixe, hein?
Mas como dizia, as intenções para trocar de carro passaram-me completamente ao lado. E só sei que, no final de um dia muito didático na escola, lá estava ele. Beige, reluzente e com um rabo bem proeminente, o nosso BX cheirava a novo por dentro. O "UAU!" sentia-se no ar. Mas sinceramente, o tricíclo continuava a ser muito mais interessante... E colorido!
Por isso mesmo, mais enigmático para mim foi o que sucedeu na primeira vez em que fomos ver os avós à terra, a bordo da nova máquina. Da viagem em si não me recordo de nada. Mais uma igual a tantas outras, provavelmente adormeci com a cabeça da irmã na perna direita e a do irmão na perna esquerda (foi essa a minha sina durante largos anos e longas viagens). Mas a chegada... Essa é-me inesquecível!

"Olha o KITT! Olha o KITT! Olha o KITT!"... Gritavam os miúdos enquanto atravessavamos Brunhoso. Vira aqui, vira acolá, e eles sempre atrás de nós, em grande alvoroço. Que raio! Eu não percebia bem porquê... Mas digam lá se não era eu que estava cega?



Depois disto, não restam dúvidas - a minha máquina de fazer puré e o KITT dos miúdos de Brunhoso confirmam-no -, a imaginação das crianças é uma coisa maravilhosa!


10/10/2011

Memórias retroactivas: os carros da minha vida


Não deixa de ser curioso que eu, sendo a mais velha de três irmãos, não tenha grandes memórias do dia em que os mais novos nasceram... Sobretudo considerando as imagens de infância que por vezes me vêm à memória e que se relacionam com os sucessivos automóveis que o meu pai ia adquirindo enquanto cresciamos.
Mas descancem os meus irmãos*, pois quase sempre essas imagens têm a ver com a sua existência.
Começando então pelo início...


1985 - O Citröen AX

















Devia correr o ano de 1985, pois havia uma novidade no banco de trás. Ao meu lado repousava uma alcofa que fazia pendant com o próprio carro, ambos vermelho cereja. Mas mais importante que o curioso objecto, era o seu conteúdo. A minha irmã! Linda, a Catarina tinha chegado a este mundo já cheia de estilo e atitude, com um cabelo farto. Bem negro. E uma franjinha muito curiosa, que eu adorava examinar com o meu olhar de irmã mais velha.
Os tempos eram outros, não hajam dúvidas! Mas se dúvidas houvessem, segue a confirmação.
Eu viajava então livremente no banco de trás, sem cadeirinha, sem cinto. Tal como a minha irmã, na sua alcofa deslizante, que eu tentava, com os meus 3 anos acabados de completar, estabilizar face à estrada ziguezagueante.
Mas ela chorava incessantemente. E nem o sorriso radioso da nossa mãe que, em conjunto com o seu braço atento, amiúde se dirigia para nós duas, parecia resultar.
"Duarte, encosta aí à frente..." Ouviu-se a sua voz impaciente de mãe jovem mas atenta.

Não me recordo completamente de como tudo aconteceu, mas recordo-me muito bem de me sentir "crescida" pois, de repente, a mim se destinava o banco da frente... Pelo resto da viagem!
À data, nem sequer nos bancos da frente era obrigatório usar cinto, mas a carga era mais valiosa que o habitual, por isso a diligência foi feita.
E ainda bem, pois os meus olhos, por essa altura, já pesavam, e a barra diagonal do cinto tornou-se num perfeito apoio de cabeça. E esta correspondeu, divagando livremente o resto do caminho em sonhos mirabolantes de franjinhas ralas e crianças crescidas!



- - -
* não me parece que os mesmos estejam muito preocupados com os meus lapsos de memória à data das suas chegadas a este mundo, mas achei que a frase começava bem assim.

03/10/2011

Dói-me o corpo, mas...


Digam lá se estas cores não valem qualquer esforço?
E o gostinho da fruta, dos legumes, das verduras... Não tem nada a ver com nada, meus amigos!





Estas vão comer-se lá mais para o Natal... À lareira!

28/09/2011

Uma péssima dona de casa (?)







Passo dois dias sem pc, e de repente descubro que afinal não sou uma péssima dona de casa, mas antes uma perfeita internauta!