13/04/2014

Última possibilidade para um monte de tamarilhos e as Bolachas Pollock


Os aniversários na nossa família são muitas vezes assim... Cada um leva o que pode e assim todos contribuem! Ontem foi o aniversário da minha prima e afilhada B. (Adoro-te, meu bem!)
Entre outras coisas, decidi que ia fazer umas bolachas mais artísticas, em homenagem ao espírito talentoso da aniversariante. Saíram assim:

Informações e encomendas: modestiaqb@gmail.com





















E decidi chamar-lhe Bolachas Pollock, claro!

Além disso, para encerrar os Episódios do Tamarilho, tenho uma última sugestão para apresentar-vos.
Na verdade é quase uma panna cotta, mas como leva leite, prefiro chamar-lhe

Pudim de Baunilha com Gelatina de Tamarilho



Ingredientes (para 4 pudins pequenos):

100 ml de puré de tamarilho (ver aqui)
5 folhas de gelatina incolor
5 colheres de sopa de açúcar
200 ml de natas
150 ml de leite meio gordo
1 vagem de baunilha

Preparação:

Colocar uma folha de gelatina a demolhar em água fria. Colocar também as restantes quatro folhas a demolhar noutro recipiente.
Levar ao lume, em tachos separados:
- O puré de tamarilho com duas colheres de sopa de açúcar;
- As natas com o leite, três colheres de sopa de açúcar e a vagem de baunilha cortada ao meio no sentido do comprimento.
Quando o puré estiver a ferver, escorrer bem a folha de gelatina (uma folha) e adicionar. Mexer até incorporar. Verter uma pequena camada desta mistura no fundo de cada uma das formas e levar ao frigorífico.
Entretanto, deixar ferver a mistura das natas e leite com baunilha durante cerca de 3 minutos. Escorrer as restantes folhas de gelatina (quatro folhas), adicionar e incorporar. Deixar amornar (cerca de 20 minutos fora do frigorífico).
Retirar as formas do frigorífico, colocar a mistura de baunilha cuidadosamente sobre a gelatina de tamarilho e colocar novamente no frigorífico até solidificar.
Para desenformar, mergulhar as formas durante meio minuto em água bem quente antes de virar sobre o prato.

Deslizar a colher e degustar!


01/04/2014

Bebé prematuro. Mamã prematura...


A N. tem seis meses que são cinco... Nasceu com 36 semanas de gestação.

Chamada de prematura limiar, nasceu com todos os predicados e não teve qualquer complicação, a não ser a comum icterícia. 12 horas no solário, foi o recomendado. E já está! Livre para começar a explorar o mundo. O pediatra avisava com frequência: desinfetem as mãos, não façam viagens longas antes dos quatro meses, alimentem-na de duas em duas horas (incluindo durante a noite, mesmo que ela teime em não querer acordar nem para comer), aceitem poucas visitas, ... Recomendações, apenas. Algumas seguidas à risca, outras mais ou menos.

A amamentação era um opção óbvia, embora não extremista, para nós e eu sou teimosa! Por ser prematura, a N. não pegava no peito. Insisti, insisti e insisti! Foram necessárias 2 semanas para a minha paciência compensar!  E claro que, neste entretanto, a bomba de extração foi a minha melhor amiga - e ao mesmo tempo maior dor de cabeça. Mas tudo compensou. Não me confundam, esta foi a minha opção. Não acho que tenha que ser a opção de todas as mães deste mundo. Mais tarde espero escrever sobre isto mais detalhadamente.

Vejamos agora... Ser mãe é algo de inigualável. É maravilhoso e é o que de mais natural se nos apresenta na vida. Tudo parece encaixar-se e não há sacrifício que o pareça. Tudo é feito com o maior dos deleites. Mas... Quando um bebé nasce, suponho que todas as mães se sintam mães prematuras. Quando o bebé é também prematuro, o choque, pela minha experiência, pode levar a um distanciamento adicional. Talvez devesse ter vergonha de o admitir, mas acho que é importante - e nunca é demais - alertar para o facto de que isto é normal.

Durante muito tempo só pensava e sonhava com o momento mágico em que ela iria aprender a entreter-se sozinha, agarrar em brinquedos e ser mais autónoma. Perguntei várias vezes à minha mãe quando é que isso iria acontecer e cheguei mesmo a questionar o Sr. Google. Isto agora dá-me imensa vontade de rir, não só pelo ridículo da situação, mas também porque só quero que ela se ria das minhas macacadas constantes e que se sinta confortável com os meus constantes abraços, beijos e festinhas.
Há depois as várias fotos com outras pessoas a compararem o tamanho da sua mão com o da bebé, recém-nascida. Algo que eu acho lindo agora, mas que na altura não chegava a dizer-me nada...
Algumas visitas questionavam, como se fosse uma verdade absoluta: "Ser mãe é a coisa mais maravilhosa do mundo, não é?" , "Humhum", respondia eu. Mas agora sim, subscrevo com toda a honestidade do mundo.

Atenção! À N. não faltou carinho, não faltou colinho, não faltaram cuidados, não faltou mesmo nada. 
Mas a minha sensação de alienação faz com que não me recorde de muito do que se passou nos primeiros dois a três meses da sua vida.Tenho mesmo muita pena disso, sim. Mas há algo que recordo: a N. teve muito carinho, teve muito colinho, teve muitos cuidados. À N. não faltou nada! Se a alguém faltou foi a mim, um pouco mais de lucidez.

A N. tem seis meses que são cinco. Eu sou mãe há seis meses que são três...


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Com esta crónica dou início a uma série de testemunhos sobre a maternidade, não só meus como de outras mães reais. Espero que possam identificar-se com as nossas experiências.

15/03/2014

Segunda sugestão para um punhado de tamarilhos - Vinagrete



Mais uma sugestão para a utilização do fabuloso tamarilho... Para usar numa salada verde simples ou mais composta ou para colocar sobre uma carne grelhada, este vinagrete tem uma cor fabulosa que enche o olho e um sabor exótico simplesmente delicioso.

Salada verde, nozes de Trás-os-Montes e queijo Cheddar
Vinagrete de Tamarilho



Ingredientes para o vinagrete:
3 colheres de sopa de polpa de tamarilho (ver aqui)
1 colher de café de mostarda de dijon
6 colheres de sopa de azeite
3 colheres de sopa de água
Sal e Pimenta q.b.

Preparação do vinagrete:
Juntar tudo no copo da varinha mágica e emulsionar. Retificar os temperos, verificando se é necessário mais água, sal ou mesmo um pouco de açúcar. Pode guardar-se no frigorífico por cerca de três dias. Pode ser necessário voltar a misturar, caso os ingredientes se separem (o azeite terá tendência para vir acima).

Ingredientes para a salada:
1 embalagem de salada pré-lavada com mistura à escolha - na imagem está a salada do chef da marca Continente que tem alface, canónigos e rebentos de ervilha
30 gr. queijo cheddar em cubos pequeninos
Miolo de 8 a 10 nozes

Preparação da salada:
Lavar e escorrer bem a salada. Apesar da sugestão de usar salada pré embalada, obviamente podem fazer a vossa própria mistura ou usar simplesmente uma alface normal.
Colocar numa saladeira e misturar com vinagrete (quantidade a gosto). Salpicar com os cubos de queijo e as nozes em metades.

Servir de imediato...



11/03/2014

Cheesecake de forno com Molho de Tamarilhos


Um punhado de tamarilhos ...
Deliciosos, quanto a mim, ao natural.
Mas porque não explorar e retirar todo o proveito da sua deliciosa e frutada acidez?
Aqui fica então a sugestão de hoje:


Ingredientes para o molho:
10 a 15 tamarilhos maduros
3 colheres de sopa de açúcar

Ingredientes para o cheesecake:
2 ovos
100 gr. de açúcar
10 gr. de farinha de trigo para bolos
100 gr. queijo creme tipo philadelphia
Raspa de 1 limão
100 ml. de leite

Preparação do molho:
Descascar os tamarilhos e colocá-los inteiros num liquidificador com as 3 colheres de sopa de açúcar.
Triturar até desfazer bem a polpa. Passar num coador de forma a eliminar as sementes.
(O molho vai estar ainda bastante ácido, mas como a utilização pode variar, não convém colocar já mais açúcar, pois pode comprometer outras receitas.)
Dividir por caixas herméticas e congelar.
Nesta caso,  reservar desde já cerca de 200 ml., para utilizar no Cheesecake, e adicionar açúcar a gosto.

Preparação do Cheesecake:
Bater o queijo creme com o açúcar e a raspa de limão. Adicionar e incorporar os ovos e a farinha. Juntar o leite e verter o preparado numa forma untada e polvilhada com farinha. Levar ao forno pré aquecido a 180.º C por cerca de 20 minutos.

Servir em conjunto com o molho de tamarilho.


04/03/2014

Egg Noodles para o almoço e uma manhã bem preenchida


Entre miminhos e colinhos à pequena MN, teve que se arranjar tempo para várias coisas...
1. Fazer a sopa da bebé: batata doce, curgete, cenoura e alface. Azeite - só um fio - no prato, antes de ir para a mesa.
2. Fazer a sopa dos crescidos: batata doce, abóbora, alho francês, curgete. Sal e azeite. Passar e acrescentar quinoa real e feijão verde em juliana.
3. Com as sobras da abóbora, que estava mesmo a pedi-las, fazer uma compota de abóbora com canela e amêndoa.

4. Fotografar as bolachas para o Dia dos Pais.
Info e encomendas: modestiaqb@gmail.com

5. Por fim, fazer o almoço para os adultos:
Egg Noodles 
(Neste caso sobre uma salada de alface, tomate e atum... A utilização pode variar, claro.)


Ingredientes (2 pax):
4 ovos
Pitada de flor de sal
Pitada de pimenta preta de moinho
Azeite

Preparação:

Bater os ovos com o sal e a pimenta até estarem bem misturados.
Numa frigideira anti aderente, fazer crepes com a mistura de ovo, tão finos quanto o possível. Não esquecer de ir pincelando a frigideira com azeite.


Quando estiverem todos prontos, juntar três a três, enrolar e cortar em tiras com cerca de 1cm.



Separar cuidadosamente e ir colocando num recipiente à parte.



Utilizar em saladas, entradas ou como guarnição.